quarta-feira, 18 de maio de 2011

O EP Coimbra de José Vitorino Santana

O texto de António Nunes publicado aqui há uns dias, sobre a Fotobiografia de José Vitorino Santana, mencionava o EP que este gravou pelo início dos anos 60.
Apresento abaixo a capa e contracapa deste disco.




A título ilustrativo, deixo aqui também a segunda faixa, Quinto Ano Médico - ou seja, Fado de Despedida do V Ano Médico [de Coimbra] de 1937-38.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Fotobiografia de José Vitorino Santana

[O texto abaixo, de António Manuel Nunes, foi publicado originalmente, acompanhado desta foto, no blogue Guitarra de Coimbra IV - um excelente blogue, de visita obrigatória, da responsabilidade de Octávio Sérgio.]



Foi lançada em 2010 a primeira fotobiografia do médico e antigo estudante da Universidade do Porto José Vitorino Pinto Santana. O trabalho é da autoria de Maria Olinda Rodrigues Santana, professora de literatura na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro: José Vitorino Pinto Santana. Fotobiografia de um médico na segunda metade do século XX. Porto: Sítio do Livro, 2010.

José Santana nasceu em Penafiel em 1929. Cedo radicado com a família na cidade do Porto, ali cursou a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (1951-1957), tendo pertencido ao Orfeão Universitário onde foi solista do naipe dos tenores. Ficou conhecido como intérprete de reportório da Canção de Coimbra. Nessa qualidade, gravou o EP COIMBRA. DR. JOSÉ SANTANA, Alvorada, AEP 60423, ano de 1962 (?), acompanhado por Lauro de Oliveira, Fernando Barbosa e Ernesto Almeida. No referido suporte fononográfico constam os nomes do cantor e dos instrumentistas, estando omissos os dados relativos a autorias de músicas e de letras.
Os temas que constam do referido disco de 45 rpm são os seguintes:

-BALADA DE ENCANTAMENTO (Dentro de ti ó Leiria), Música de D. José Pais de Almeida e Silva [na verdade Balada do Encantamento, 1929];

-QUINTO ANO MÉDICO (Foram-se as fitas queimadas), Música de João Gonçalves Jardim [na verdade Fado de Despedida do V Ano Médico de 1937-38. O cantor inverte a ordem das quadras e adultera o 3.º verso da 1.ª quadra e os 1.º, 2.º e 4.º da 2.ª quadra];

-PASSARINHO DA RIBEIRA (Passarinho da Ribeira), música de António Paulo Menano [na verdade, Fado dos Passarinhos, de 1918. O cantor adultera o 1.º verso da 2.ª quadra];

-FADO MANASSÉS (Trago comigo um pecado), música de Manassés de Lacerda [na verdade, Fado Maria, de ca. 1902. O cantor segue a 1.ª quadra da lição António Menano, e como 2.ª vai colher "Fecha os olhos de mansinho" à lição de Lucas Junot].

A prestação vocal do cantor, as propostas de acompanhamento, a selecção reportorial e os tipos de cordofones utilizados merecem seguramente uma análise mais detalhada.

José Santana praticou Medicina na cidade do Porto, como técnico do FCP e no Hospital de São João. Entre 1967-1969 cumpriu serviço militar em Moçambique. É possível que tenha sido José Santana a trazer de Moçambique para o Porto uma composição conhecida por FUI MOÇO, FUI RAPAZ, que veio a ser gravada na década de 1980.

FONTES
http://cicloculturalutad.blogspot.com/2010/07/jose-vitorino-pinto-santana.html;
http://www.sitiodolivro.pt/fotos/livros/excerto-jose-vitorino-pinto-santana_1279640261.pdf

António Manuel Nunes

domingo, 8 de maio de 2011

Vinhetas da Queima das Fitas

[Esta entrada está desactualizada. V. Selos da Queima das Fitas]

Antes da interrupção dos anos 70, em vez de autocolantes havia vinhetas, ou selos, da Queima das Fitas.
Os desenhos destas vinhetas, ao contrário do que aconteceria mais tarde com os autocolantes, era diferente dos dos cartazes. Segundo me explicou em tempos Flávio Serzedello de Oliveira (1920?-2009, estudante da UP 1948-1974?), havia três prémios no concurso para cartaz da Queima das Fitas do Porto: o desenho classificado em primeiro lugar era adoptado para cartaz grande, o segundo para cartaz pequeno, e o terceiro para selo. Podem ver-se alguns cartazes grandes neste blogue em "Cartazes da Queima dos anos 60". Não tenho nenhuma imagem dum cartaz pequeno, embora tenha memória de numa exposição em 1992 ter visto um, da Queima de 1969, cujo desenho era o que foi utilizado para o programa desse ano (e que pode ser visto em "Alguns programas da Queima das Fitas, por volta dos anos 60"); os desenhos utilizados nos programas de 1963, 1965 e 1966, não sendo os dos cartazes grandes nem os das vinhetas, provavelmente seriam também os dos cartazes pequenos.
Apresento abaixo imagens de vinhetas da Queima das Fitas. A de 1958 foi retirada do blogue Memoria recente e antiga. As de 1955, 1956, 1957 e 1963 foram retiradas duma secção do Álbum de Memórias do Gabinete do Antigo Estudante da UP. As outras são digitalizações de originais da minha colecção pessoal - aproveito para agradecer à dra. Assunção Lima ter-me cedido vários destes originais.
Gostaria de colocar aqui mais vinhetas da Queima das Fitas. Se algum leitor do blogue tiver alguma (em bom estado) e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.











Autocolantes da Queima das Fitas

Apresento abaixo autocolantes da Queima das Fitas do período após a interrupção dos anos 70. O primeiro, o único sem indicação do ano, é de 1979.
Como já expliquei, o desenho destes autocolantes era o mesmo do cartaz.
Faltam aqui os autocolantes de 89, 90, 91 (primeira e segunda versão) e 92. Em 94 e em 96 não foram feitos autocolantes (oficialmente); e a partir de 98 já nem cartaz houve.
Se algum leitor do blogue tiver algum dos autocolantes que faltam aqui (em bom estado) e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.













sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cartazes da Queima – uma explicação

Lembro-me de ter tido, aí por 1996 ou 1997, meados ou finais de Abril, uma conversa telefónica com o então presidente da Direcção da AEFCUP, Victor Ferreira, em que falámos sobre a Queima e eu me queixei de cada ano o cartaz aparecer mais tarde. Respondeu-me o Victor que "este ano já se conhece o cartaz! Queres que te diga como é?". Devo ter estranhado que me quisesse descrever um cartaz por telefone, mas disse-lhe que sim. E o Victor começa a listar-me os cantores e bandas que iam actuar nas Noites da Queima...

Para quem estudou no Porto nos últimos 15 anos, aquela resposta fará todo o sentido: "cartaz da Queima" significa, actualmente, o alinhamento das bandas que actuam nas Noites da Queima, ou eventualmente o cartaz (no sentido gráfico) que é afixado para divulgar esse alinhamento. É instrutivo ver a entrada Cartaz Oficial Queima das Fitas do Porto 2011 dum blogue dedicado à Queima das Fitas do Porto (e os comentários dos leitores do blogue, discutindo a qualidade do "cartaz").

Mas, há 15 anos, eu fiquei chocado.
Para quem viveu a Queima antes de esta se tornar um festival de música (decorrendo em segundo plano umas agora chamadas "Actividades Académicas" - entenda-se Serenata, Imposições de Insígnias, Cortejo, Sarau, etc.), o Cartaz da Queima era um cartaz que anunciava, de concreto, apenas as datas de início e fim da Queima, mas que se referia a toda a Queima das Fitas (e não apenas a uma actividade) e que se tornava um símbolo gráfico da Queima desse ano. Nos anos 80 e 90 era editado também um autocolante com o mesmo desenho do cartaz, e era costume ir colando esses autocolantes no interior da pasta, marcando as Queimas por que se tinha passado (este costume já existia nos anos 50 e 60, com algo semelhante aos autocolantes - os selos ou vinhetas - mas com a diferença de o desenho não ser igual ao do cartaz).

Os autocolantes das minhas Queimas, no interior da minha pasta (mas atenção: alguns destes autocolantes são não oficiais).
O cartaz da Queima resultava de um concurso, tendo o desenho de obedecer a duas regras: incluir um monumento característico da cidade do Porto ou uma vista geral da cidade e incluir as cores de todas as faculdades e institutos participantes; nos últimos anos (creio que a partir de 1992) devia também incluir as chamadas insígnias de praxe: tesoura, colher, moca e penico.

Falta dizer que a tradição do cartaz veio, como a maior parte dos elementos da Queima das Fitas, de Coimbra, onde data dos anos 30 e se mantém, ou manteve até há pouco tempo. Os cartazes de Coimbra até 2007 podem ser vistos numa secção própria da página do Conselho de Veteranos (ou, ao vivo, no Museu Académico).

P.S.: Lembro-me do Victor Ferreira como um bom académico. Mas era um pouco mais novo do que eu, e quando tivemos aquela conversa era já demasiadamente dirigente associativo...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cartazes da Queima dos anos 60

[Esta entrada está desactualizada. V. Cartazes da Queima, dos anos 50 aos anos 70

Apresento abaixo cartazes da Queima das Fitas dos anos 60.
Se possível, gostaria de colocar aqui mais cartazes da Queima de antes da interrupção dos anos 70. Isto não é muito fácil, pois estes cartazes são difíceis de encontrar e, quando se encontram, estão por vezes muito deteriorados.
Se algum leitor do blogue tiver algum outro cartaz da Queima até 1971 e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.



Cartazes da Queima dos anos 80 e 90

Apresento abaixo cartazes da Queima das Fitas dos anos 80 e 90.
As imagens dos cartazes de 1981 e 1986 foram retiradas da Biblioteca Nacional Digital. Os outros cartazes são da minha colecção pessoal [o cartaz de 1980 e o segundo cartaz de 1991 foram acrescentados em 22/04/2017].
Se possível, gostaria de colocar aqui mais cartazes destes anos – idealmente, todos os cartazes entre 1979 (o ano da primeira Queima pós interrupção) e 1997 (o último ano em que houve cartaz da Queima).
Isto seria razoavelmente fácil digitalizando os autocolantes dos anos para os quais não tenho cartazes. Mas prefiro procurar imagens obtidas directamente a partir dos cartazes e reservar os autocolantes para outra entrada do blogue – nalguns casos a qualidade dos autocolantes não era a melhor, não reflectindo bem o desenho do cartaz (embora, na verdade, o caso mais extremo deva ser o de 1993 e eu tenha esse cartaz).
Se algum leitor do blogue tiver algum cartaz dos que me faltam e estiver disposto a colaborar, fico agradecido e outros leitores também deverão ficar.





[Em 1991 houve dois cartezes: o cartaz acima, polémico, já depois de ter sido afixado pela cidade acabou substituído pelo que se vê abaixo, mais tradicional.]